domingo, 22 de Novembro de 2009
Chamar os boys pelos nomes
«(...)perceberam que havia uma questão decisiva: o controlo da comunicação social.
Obstinaram-se, assim, nessa cruzada.
A RTP não constituía preocupação, pois sendo dependente do Governo nunca se portaria muito mal.
Os privados acabaram por ser as primeiras vítimas.
O Diário Económico, que estava fora do controlo e era consumido pelas elites, mudou de mãos e foi domesticado.
O SOL foi objecto de chantagem e de uma tentativa de estrangulamento através do BCP (liderado em boa parte por Armando Vara).
A TVI, depois de uma tentativa falhada de compra por parte da PT, foi objecto de uma 'OPA', que determinou a saída de José Eduardo Moniz e o afastamento dos écrãs de Manuela Moura Guedes.
O director do Público foi atacado em público por Sócrates - e, apesar de tão propalada independência do patrão Belmiro de Azevedo, acabou por ser substituído.
A Controlinvest, de Joaquim Oliveira (que detém o JN, o DN, o 24 Horas, a TSF) está financeiramente dependente do BCP, que, por sua vez, depende do Governo».
José António Saraiva in artigo de opinião intitulado Os boys de Guterres. No Correio da Manhã há mais.
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Resiliência
«(...)chocam-me muitas situações de isolamento, nomeadamente na viuvez e, mais provavelmente, nos homens do que nas mulheres - porque as mulheres estiveram sempre ocupadas, tiveram sempre o papel de mães, de avós, da domesticidade. Não é à toa que se fala da viúva alegre e não se fala do viúvo alegre. As mulheres, enfim, sobrevivem melhor.
Interessa-me esse problema do isolamento, da solidão, dos grupos de reformados a quem o sistema dá uma pensão mínima, mas estão ali no largo da igreja a descontar no tempo. Um dos projectos que pretendemos desenvolver é sobre o envelhecimento activo, o uso do tempo. Digo: "Há muitos viúvos isolados." Haverá mesmo? Vamos saber, porque uma pessoa pode ser viúva e não se sentir só, pode ter amigos, participar em actividades, viajar em grupo».
[Manuel Villaverde Cabral, coordenador do Instituto do Envelhecimento]
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Sou toda ouvidos
There's a dream that I see, I pray it can be
Look cross the land, shake this land
A wish or a command
I dream that I see, don't kill it, it's free
You're just a man, you get what you can
We all do what we can
So we can do just one more thing
We can all be free
Maybe not in words
Maybe not with a look
But with your mind
Listen to me, don't walk that street
There's always an end to it
Come and be free, you know who I am
We're just living people
We won't have a thing
So we'd got nothing to lose
We can all be free
Maybe not with words
Maybe not with a look
But with your mind
You've got to choose a wish or command
At the turn of the tide, is withering thee
Remember one thing, the dream you can see
Pray to be, shake this land
We all do what we can
So we can do just one more thing
We won't have a thing
So we've got nothing to lose
We can all be free
Maybe not with words
Maybe not with a look
But with your mind
But with your mind
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Lâmpada
Imagem de Cassie KammerzellO génio da lâmpada mágica tardou, mas não falhou. Dos meus três desejos, um poderá cumprir-se em breve. Sendo importante, não era o mais importante, neste momento da minha vida (mas longe de mim, querer parecer pobre e mal agradecida). E por coisas que eu cá sei - incluindo ter passado a tarde de ontem com um bispo - isto soa-me a uma espécie de sinal divino.
Ainda estou a digerir o que ontem, à hora do lanche, me apareceu de bandeja. Bem, não é assim tão de bandeja, porque tudo na minha vida se realiza com muito trabalhinho. Mas posso dizer que é comestível, ó se é comestível. Desejem-me coisinhas boas, vá.
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Entardecer
Gosto quando entardeces em mim
deixas tombar a luz
viras lua.
Percorro os teus sinais -
constelações que acendem gestos, meus.
Gosto quando o teu ombro se insinua como precipício.
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Coração fascista
Imagem de Chris CraymerNão se pode confiar em ninguém - mesmo nas pessoas de absoluta confiança. Confiar, não ter ciúmes, significa achar o outro incapaz, indesejável ou incapaz de desejar, indiferente ou incapaz de ser diferente. Faça-se a quem se queira a fineza de achar que mais alguém o há-de querer também. Desconfiar de quem se ama significa dizer, de uma maneira perversa mas verdadeira: "Se calhar estarias melhor com outra pessoa, mas eu, com outra pessoa, estaria sempre pior."»
Excerto de crónica de Miguel Esteves Cardoso, com publicação na revista do i, na edição Nós, Ciumentos
quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
Ser filha da mãe
A minha mãe é uma lição de vida. Foi operada na quarta-feira passada. E hoje novamente sujeita a cirurgia (é a quinta vez desde Abril de 2007). Entre as 20h e as 22h45, gastei o chão do corredor da cirurgia, em particular junto ao elevador de serviço às enfermarias. Eu e o meu pai fomos até ao recobro, "buscá-la". É uma mulher do caraças! Sai de uma operação linda e com uma pedalada que só visto. Se há pessoa que merece cada minuto de vida é a minha mãe (não por ser minha mãe, mas por ser a mulher que é).
Na viagem de regresso a casa, o meu pai confessa que quem lhe dera a ele ter apenas um pedacinho da resistência da minha mãe. «Ela tem uma força! Cada vez a amo mais», soltou. Acho que foi a frase mais bela que ouvi sair da boca do meu pai. Não que precisasse de verbalizar o amor que sente. Porque ele, o amor, é notório. Há 32 anos. E não há cancro que destrua isso.
Se sofro muito? Sofro.
Se sou feliz? Sou.
Caros senhores desaires que teimam em me rondar a mim e à minha família, tirem o cavalinho, a égua, o asno (e o que mais quiserem) da chuva, mas não me vão derrubar. Sou filha da minha mãe. Quero estar à altura dela.
terça-feira, 13 de Outubro de 2009
Acordar
Há dias em que tudo o que se quer é o sol -
- posto.
Há dias em que o que mais se quer é o mínimo
movimento.
Há dias em que o que se pede não vai além
do abraço dos lençóis.
[O desejo de estrear outro dia]
sábado, 10 de Outubro de 2009
Arte de amar
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Manuel Bandeira
segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Escaravelho
Depois de ter comprado um dos escaravelhos reciclados do Simão Bolívar, não resisti a comprar, mais tarde, um alfinete de peito, dos anos 40/50 do século XX, representando também um escaravelho. Claro que a isto não é alheio o facto do escaravelho ser o símbolo egípcio da reencarnação. Fascinante a ideia de renovação eterna...um ser que renasce da própria decomposição.
Há objectos que esperam ser lidos. Vêm até mim para lançarem luz cá dentro.
quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
Do mistério
A interrogação, uma bengala permanente, à qual nos seguramos para não admitirmos que não queremos todas as respostas, mas todas as ilusões.
Philip Roth, in O Animal Moribundo
segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
Alma a alma
Um ser diante de outro ser - um mistério diante de outro mistério. (...)»
Raul Brandão, in Húmus
domingo, 20 de Setembro de 2009
A propósito do caso das 'escutas'

Joaquim Fidalgo
(via Jornalismo & Comunicação)
Cebrián dixit
Juan Luis Cebrián, in Cartas a um jovem jornalista
(Editorial Bizâncio, Lisboa, 1998)
sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
Rédeas
Imagem de Pavel Morozovquinta-feira, 10 de Setembro de 2009
Higiene mental
Vejam o dramático. A força anímica não chegou para que os braços limpassem a casa , as queixas dos vizinhos não serviram de abanão. Eis que o tribunal determina uma medida coerciva: o despejo. E perante isto, a mulher agarra-se à ideia de que o vereador da autarquia vai ajudá-la a permanecer na casa. A mulher não fala em higienizar a vida.E ninguém pode substitui-la nesse desígnio.
Literatura infantil no divã

Rainha de Copas – narcisismo
Chapeleiro Louco e Lebre de Março – psicopatia partilhada (folie à deux)
Winnie-the-Pooh – défice de atenção e hiperactividade
Piglet – ansiedade crónica
Willy Wonka – desordem esquizotípica
Peter Pan – narcisismo, autofrustração e dependência
Wendy – dependência
Sininho – personalidade do tipo borderline
Capitão Gancho – personalidade antisocial
Feiticeiro de Oz – narcisismo
Homem-de-Lata – desordem esquizóide
Gata Borralheira– necessidade de aprovação
Barba-Azul – psicopatia
Peter Rabbit – hiperactividade
Bela – dependência
Monstro – agressividade
Cruella de Vil – personalidade histriónica
Lobo Mau – psicopatia
Pipi das Meias Altas – desordem de personalidade não especificada
segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
domingo, 6 de Setembro de 2009
Uma questão de perfume
- Ó mimi, quando é que me arranjas um padrinho?
- Ó Dinis, um padrinho não se arranja assim de repente...
- Para arranjares um namorado, fazes isto: despejas um frasco de perfume em ti. Depois vais ter com ele. Ele desmaia, pegas nele e espetas-lhe um beijo.
- E devo ser eu a espetar-lhe um beijo? Não espero que seja ele a dar-mo?
- Ó mimi, os rapazes são tímidos!
- E as raparigas não são?
- Os rapazes são mais tímidos!
- E com o beijo resolvia-se tudo?
- Depois, faziam amizade, combinavam um jantar. Depois, trazia-lo para casa, sem a tua mãe saber, e dizias-lhe: Quero namorar contigo.
- E achas que ele iria dizer logo que sim?
- Se disser que não, dás-lhe uma chapada na cara. Mas achas que ele não vai aceitar?! Só tens de deitar o frasco todo de perfume.
(Diálogo entre a mulher comestível e o Dinis, de 9 anos)
sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
Lavadeiras

Lembro-me sempre das aulas de jornalismo em que se sublinhava que a verdade é um espelho que caiu ao chão e se dividiu em pequenos estilhaços. Ao jornalista cabe a tarefa de juntar o maior número de pedaços de vidro. O jornalista não é o dono da verdade; se assim se sentir, correrá o risco de se cortar com a lâmina da arrogância.
Que haja limpeza e transparência nos dois campos: política e jornalismo. Venha o azul, o sabão azul e não o lápis.
segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
Esfera
Lembro-me do violeiro, que disse que, «quando somos jovens, temos muitas arestas mentais» e que, com a passagem do tempo, «tudo na vida tende a ficar esférico».
Para os nostálgicos, deixo uma sugestão: Mistério Juvenil.
sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
Ética, pá!
Quando vejo políticos a desfazerem-se em simpatia com os jornalistas que trabalham na área política e, com laivos de má educação, a ignorarem os outros, os que não lhes dão jeito, começo a sentir alguma urticária.E questiono-me sobre quem é que essas figuras da política querem iludir quando soltam larachas como "há falta de ética na vida política" ou" precisamos de ter princípios e valores e darmo-nos ao respeito, para sermos respeitados". É que não há paciência para discursos de embalar bebés. Principalmente quando, diante de 100 jovens com ambições políticas, tanto defendem a ética como, logo de seguida, anuem com o recurso à "cunha". Porreiro, pá.
Eu cá prefiro ouvir Gay Talese.
(Podem chamar-me lírica, que não me importo)
segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
A_gosto


Quem achar piada à ideia, pode entrar nesta experiência até dia 29 de Agosto, em Viseu.
O A_gosto da cidade vai para além da cápsula do tempo. A associação cultural Amarelo Silvestre e o Projecto Património -Empório juntaram-se para reflectir Viseu. No sábado, dia 29, vai haver piquenique no Parque Aquilino Ribeiro, conversas saborosas, passeio a pé pelo centro histórico e uma dissertação sobre lugares e não-lugares.
Eu andarei por lá. Porque as boas ideias dos bons amigos são para ser acompanhadas. Bem de perto.
sábado, 22 de Agosto de 2009
Falésias, falácias
Eu não o diria melhor que A Natureza do Mal.
terça-feira, 18 de Agosto de 2009
Firmeza
De um homem uma mulher espera firmeza. Firmeza de carácter, de ideias, de atitudes. Firmeza no abraço. Quando a mulher sente firmeza, ama mais. Ama melhor. Quando sente firmeza, fica formosa e segura. E amará para além do amor.
E
ternidade.
De como o dicionário deveria ter duas versões: feminina e masculina
Ela queixa-se de que ele tem pouca firmeza. Ele, de sobrolho carregado, vai com a mão à braguilha e pergunta-lhe se ela se queixa de falta de erecção.
[uma amiga jura-me que isto lhe aconteceu]
segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
Recuo
O Ivan tem razão. Às vezes, a sociedade da informação cansa. Um recuo faz bem, para depois voltar.
"Amanhã o mundo inteiro/ vai perguntar onde foste/ E tu dizes apenas/ que saíste,viajaste// Amuar faz bem/Amuar faz bem".
terça-feira, 11 de Agosto de 2009
Barragem
Não vou stressar, não vou stressar, não vou stressar. Missão: seis trabalhos em cinco dias. Não vou stressar, não vou stressar, não vou stressar. Seis trabalhos ainda por definir na íntegra. Não vou STRESSAR! (ups,até já uso pontos de exclamação, ai que vou ser excomungada)
Mas aquilo que queria mesmo partilhar era a beleza da Barragem da Aguieira. E tenho dito.
quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
Mobilidade
O Medo é a sensação provocada pela proximidade do Outro
2. Como pode acabar o medo?
Eliminando o Outro ou afastando-o
3. Mas é o Outro que nos muda
4. Sem o Outro (vento, homens, mulheres, animais, coisas) eu permaneço imóvel e igual
5. Como o tempo prossegue, permanecer imóvel é avançar na direcção desagradável. Não mudar não é ser imortal, é envelhecer.
6. Aproveita, então o medo para mudar; seguindo a direcção desejada (...)
Magnífico excerto de "O Outro (II)", em "O Senhor Swedenborg e as investigações geométricas". de Gonçalo M. Tavares
(via Teatro Anatómico)
segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
O penedo e o pneu
Foi algures por aqui, no Minho, bem no meio do mato, no Penedo da Cereja, que dei hoje uma queda monumental. Eu até me riria da situação, não fosse a insistente dor no cóccix. Depois de me doer o osso, rebentar um pneu numa área de serviço não foi coisa para me fazer doer a alma.
Resumo do dia: Grata me confesso por conhecer gente boa que, de cócoras e mãos sujas, troca o pneu a uma desconhecida. Queridos homens, nisto de trocar pneus, sou muito gaja. E não me orgulho. Nas aulas de condução, deveria ser obrigatório ensinar a usar o macaco e outras macaquices necessárias à troca de pneus.
P.S. Tenho mais um episódio de gente boa, mas fica para depois. Toda eu (cóccix incluído) preciso urgentemente de descanso.
sexta-feira, 31 de Julho de 2009
terça-feira, 28 de Julho de 2009
Ide a Braga, ide
Ora aqui está uma boa notícia, para quem, em Agosto, queira ir a Braga passar umas férias «low cost». A crise económica traz boas ideias. Tiro o tricórnio à Universidade do Minho.
segunda-feira, 27 de Julho de 2009
Destroço





Imagens do filme Dolls, de Takeshi Kitanorecolher
e voltar ao novelo.
Já foi tempo.
Já passou tempo.
Agora os meus olhos são do mundo
e não teus.
E sei que o mundo está além dos contornos
delimitados pela lava
da tua boca, do teu corpo, da tua palavra vã.
Os meus olhos estão acima das nuvens,
abaixo das raízes,
junto ao húmus.
Tu estás algures,
esbatido, numa moldura de cores polares.
Estás n’ O Mar de Gelo, de Caspar Friedrich.
quarta-feira, 22 de Julho de 2009
Aterros sanitários
Anda por aí tanto cérebro português a funcionar como aterro sanitário, que até cheira mal. Primeiro, ouvimos um poço de inteligência a queixar-se que tem «brasileiros na cave só a fazer merda». Depois, há um outro mar de sapiência a dizer que «os pretos fazem muito mais porcaria que os brancos». Digam lá se isto não soa a invejite aguda de portuga com problemas de obstipação?
(Via Corta-Fitas)
domingo, 19 de Julho de 2009
Acima e dentro
Comentário dela, no MSN, após terminar a leitura do livro do Millás: «Tu andaste a ler estes livros surreais na adolescência e depois ficaste "complicadinha". Livra, que não me arranjas um livro em que as personagens vivam felizes para sempre! Este agora foi viver para dentro de uma enciclopédia, eh eh eh».
Começo a levar a sério essa coisa de me dizerem que sou "complicadinha". E só posso anuir com a ideia de que há livros que, quando lidos muito cedo na nossa vida, nos afastam de pessoas, de carne e osso, planas. Começamos a viver com muitas personagens dentro, ainda que esquecidas e apropriadas pela corrente sanguínea. A nossa personalidade vai crescendo em profundidade. A banalidade entedia-nos. A literatura passa a correr-nos no sangue e esperamos dos outros nada menos que uma densidade literária. Passamos a ler os outros, como quem lê um livro. A metafísica abraça-nos.
De cada vez que sangramos, há personagens que choram connosco as mágoas. De cada vez que amamos, queremos inevitavelmente a metáfora, mas mais ainda o abraço, o beijo, o olhar. E a palavra. Tudo bem real, como a pele ou o papel ou o sonhar acordado.
Mais do que me afastar das coisas simples da vida, a literatura ter-me-à preparado para as coisas complicadas deste mundo.
Dúvida higiénica
sexta-feira, 17 de Julho de 2009
Voo
Não é o serem atingidas, mas que,
uma vez atingidas,
O caçador não repare na sua queda.»
Daniel Faria


















